Home
Sistema redes
Quem somos
Notícias e Atualizações
Documentos Técnicos
Você participa
 
Veja também »
14/09/2009
Pedágios urbanos não solucionarão um problema ambiental
11/08/2009
A lei e os mototaxistas
16/07/2009
Os desafios de transportes do Rio
31/07/2009
Matriz energética: biomassa no lugar de combustíveis fósseis
19/05/2009
Transporte público e a candidatura do Rio
12/05/2009
A hora e a vez de uma política de preços para combustíveis
24/03/2009
Respostas do campo às crises econômica e ambiental
27/05/2009
Sustentabilidade e vantagem competitiva
25/08/2008
A vez de Manchester
25/08/2008
Ele voltou!
24/01/2008
Quatro vezes sem carro
29/04/2008
O melhor jeito de chegar lá
18/05/2006
A utilização do Biodiesel no Transporte Urbano
19/11/2008
Transporte rápido por ônibus
17/12/2008
A crise do transporte público
10/11/2008
Certificação ISO 14001 eleva o desempenho verde da Sound Transit
22/09/2008
Uma alternativa que deu certo
09/10/2008
Transporte público: Vital para o futuro da Austrália
09/10/2008
Hidrogênio como combustível: BVG testa operação com ônibus livre de CO2.
15/10/2007
O biodiesel e os desafios da inovação
13/08/2008
O Transporte Urbano e o Meio Ambiente
10/09/2008
A mobilidade urbana pede socorro
10/09/2008
Incentivando o uso de biocombustíveis no transporte público
12/09/2008
Poluidores em dívida
05/09/2008
Uso do transporte coletivo supera individual na Grande SP
04/08/2008
Brasil deve explorar mais a tecnologia diesel
29/05/2008
São Paulo está perdendo a mobilidade e se tornando cada vez menos eficiente
19/06/2008
Verdades e mentiras em torno dos biocombustíveis
01/03/2008
Hora de decisão
01/03/2008
Nação de consumidores
01/03/2008
Uma função muito privada
19/06/2008
Ferroviário e rodoviário têm de atuar juntos
20/05/2007
Prioridade para o transporte coletivo: a vez dos BRTs
13/05/2008
Biocombustíveis: obstáculos e avanços
26/08/2007
Os desafios do transporte coletivo
16/04/2008
Demagogia e subsídios contra os biocombustíveis
17/04/2008
O que é, afinal, pedágio urbano?
18/04/2008
Etanol - reagindo ao tiroteio global
20/03/2008
O trânsito em São Paulo e as alternativas para melhorá-lo
23/04/2008
Em meio a críticas, biocombustíveis preparam sua segunda geração
01/11/2007
Mais de 30 milhões de passageiros em ônibus e trens durante a Copa do Mundo de futebol.
25/02/2008
transporte-transito
22/01/2008
O Brasil tem condições técnicas de reduzir a porcentagem do enxofre no diesel?
29/01/2008
Biodiesel e agricultura familiar
18/02/2008
A hora e a vez dos bondes e metrôs
29/01/2008
Sem manutenção preventiva, o Metrô pára!
20/02/2008
O diesel brasileiro é prejudicial à saúde
07/02/2008
O biodiesel na hora da verdade
21/02/2008
Avaliação do transporte: Estamos incluindo todos os benefícios?
05/12/2007
Capital chinesa acelera implantação de corredores
27/02/2008
O transporte urbano nas eleições
23/01/2008
O custo do Fura-fila
27/01/2006
Legal é usar o vale-transporte
14/09/2007
O espaço público de circulação e a ocupação desigual
08/01/2007
Transporte público coletivo X tarifas
03/10/2007
Pressão popular contra o aquecimento global
14/01/2008
Programa do biodiesel é exemplo para o mundo
24/09/2007
Financiamento da infra-estrutura de transporte público
01/04/2007
Transporte público em Xangai: passado, presente e futuro
27/09/2007
Equipes de alta performance!
28/09/2007
Economista cruza dados da Cetesb, do SUS e do Detran
01/05/2007
Sistema de faixa de ônibus intermitente: Projeto de demonstração em Lisboa
26/07/2007
No transporte urbano, a hora é esta
01/05/2007
Troca de frota, quem se beneficia: o passageiro ou o empresário?
05/09/2007
Redução de custos e maximização de recursos na indústria de ônibus urbanos.
21/08/2007
Transporte público gratuito: marketing ou estratégia política?
14/08/2007
A infra-estrutura rodoviária e a competitividade
15/08/2007
País merece um ônibus melhor
01/10/2000
O transporte pode ajudar na luta contra a pobreza
24/11/2006
Como não matar nossa velha mãe
06/06/2007
Os excluídos do transporte urbano
06/06/2007
De problema a solução
08/06/2007
Busque a certificação. Faz bem para os lucros
01/04/2007
A todo vapor
14/05/2007
Proconve 6, o desafio
21/05/2007
Sistemas de transporte inteligentes
23/11/2006
Mobilidade Urbana: Saídas para o tráfego
16/04/2007
Biodiesel não é óleo vegetal
13/03/2007
Frota de carros engrossa
27/10/2003
Paraíso para pedestres
12/03/2007
O corredor suspenso
04/03/2005
Pavimento de concreto: feito para durar
25/04/2007
Trem bala e sua estrutura ao redor do mundo
17/05/2007
A mobilidade de uma nova era
09/02/2007
Biodiesel: Ovo de Colombo ou História da Carochinha?
26/06/2005
Biodiesel: mais uma oportunidade perdida?
06/05/2005
Os desafios da mobilidade sustentável
28/01/2006
A ferrovia pede passagem
31/01/2007
Cobrança de uso de estradas e como ela pode afetar a provisão de transporte público no Reino Unido
09/02/2007
Europa propõe limite de emissões de CO2 em veículos novos
18/01/2007
Pequim acelera o desenvolvimento do sistema de transporte público antes dos jogos olímpicos de 2008.
19/01/2007
BRT ou não?
17/01/2007
Operações de ônibus em Cingapura – Alcançando qualidade e serviço barato com viabilidade financeira
16/01/2007
Reestruturando o transporte público em Kaunas - Lituânia
15/01/2007
BRT estilo francês ou Bus à Haut Niveau de Service (BHNS)
01/10/2006
O exemplo da Colômbia
22/01/2007
Transantiago: redesenhando o transporte público em Santiago, Chile
11/02/2008
O que são Créditos de Carbono?
13/11/2006
Metrobús: o fim do martírio dos usuários na capital mexicana
02/01/2006
Pequenas obras, grandes resultados
25/10/2006
Combustível feito à base de grãos pode aliviar a demanda por diesel e diminuir o impacto no efeito estufa
11/08/2005
Concepção do manual de projeto e dimensionamento de terminais de ônibus urbanos
17/07/2006
Riscos do subsídio federal para o transporte urbano
24/10/2006
Sem soluções operacionais, ou de acessibilidade para acompanhar o crescimento das cidades, o transporte público continua em crise
17/10/2006
O transporte da próxima década começa hoje
29/09/2006
Mobilidade urbana, meio ambiente e... eleições
22/09/2006
Economias de escala do usuário no transporte público
21/10/2005
Sem acessibilidade, perdem-se oportunidades
01/08/2006
Informação ao cliente utilizando tecnologia VoIP
14/08/2003
GESTEC – gestão de sistemas de transporte público
08/08/2005
Os vários impactos do bilhete único em São Paulo e na sua região metropolitana
10/04/2004
Transporte coletivo integrado e bem planejado é prioridade
14/04/2006
O transporte público e a mobilidade na transformação da cidade
01/01/2006
A quem interessa o pagamento em dinheiro?
16/03/2006
A vitória da união e do bom senso
11/08/2005
Estratégia energético-ambiental: ônibus com célula a combustível
15/01/2006
A Importância dos Caminhos Metropolitanos
25/06/2006
Os sistemas de transportes
04/04/2005
Sistemas Integrados de Transporte: considerações e reflexões
08/03/2005
Você sabe qual a diferença entre PPPs, Privatizações e Concessões?
02/05/2006
A vocação brasileira para os biocombustíveis
16/12/2005
Biocombustíveis como bens ambientais: proposta para a paz mundial
08/11/2004
Novo Modelo de Gestão e Remuneração das Subconcessionárias do Serviço Público de Transporte Coletivo por Ônibus do Município de Belo Horizonte
06/06/2006
Nova gestão e readequação de quadro de funcionários da Gatusa transportes, com apoio de software de programação.
01/05/2004
Gestão Metropolitana do Transporte Público
06/06/2006
Apresentação dos ganhos obtidos com o reconhecimento das estratégias desenvolvidas pelos funcionários
29/06/2006
Serviços gratuitos: Uma ilusão e ameaça ao transporte público
03/07/2006
Índices de inflação: a hora é de avançar, mas com cautela.
28/09/2005
Qual o melhor combustível para o transporte coletivo urbano no Brasil?
01/07/2005
Municípios Investem na Reestruturação dos Sistemas de Transporte
01/07/2005
Novas Tendências de Política Tarifária no Brasil
11/04/2005
O Futuro Elétrico
Clique aqui para enviar seu artigo.
06/06/2006 | GRUPO EC - ESTUDOS DE CASOS
Resultado da implantação de novo modelo de gestão e remuneração dos serviços de transporte coletivo de Belo Horizonte
Por: José Luiz Cunha

CARACTERIZAÇÃO

Cidade: Belo Horizonte

Órgão Gestor: Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte S/A – BHTRANS

Quadro de funcionários: 1954

Frota Operacional: 2815 veículos

Empresas operadoras do sistema: 48

Passageiros transportados: 1,4 milhões por dia

Estações de Integração: 04

Sistema de bilhetagem eletrônica

Mecanismo de compensação tarifária CCT

Contrato de subconcessão de 1998 a 2008

Sistema Tarifário de Belo Horizonte:

3 grupos tarifários (R$0,40, R$1,20, R$1,65)

Tarifa Predominante: R$1,65 (92% dos pagantes)

Integração Metrô: R$1,65 (50% para cada órgão)

Tarifa Integrada SBE: desconto na segunda linha (Integração Simples e Sequenciada)

Sistema Suplementar:

285 veículos (micros) sem compensação tarifária

DESCRIÇÃO

A BHTRANS, empresa municipal gerenciadora do transporte coletivo, identificou o modelo de gestão e remuneração das subconcessionárias, praticado conforme o edital de licitação de 1997, como uma das principais causas de ineficiência e aumento de custos do sistema. Ao propor e implementar um novo modelo de gestão e remuneração, a BHTRANS procurou desenvolver um modelo que fosse ao mesmo tempo atrativo para o empresário, ao abrir possibilidade de aumento de receita com medidas de sua gestão e interessante para o sistema, ao procurar o equilíbrio econômico. Os resultados, após dois anos de vigência do novo modelo, mostram uma redução no custo operacional e uma tendência de recuperação de demanda.

ANTECEDENTES

A prestação de serviço de transporte coletivo desde 1995 apresentava uma queda no número de passageiros pagantes da ordem de 23% e um crescente aumento nos custos dos componentes da planilha tarifária. Este cenário de desequilíbrio entre custos e receitas era sentido a cada apuração da CCT – Câmara de Compensação Tarifária, que apontava um déficit médio mensal da ordem de 18%.

O sistema da CCT, implantado em 1982, permitia as empresas operadoras fazer a compensação entre os valores arrecadados e os custos planilhados para a prestação dos serviços de transporte coletivo e adotava os seguintes parâmetros:

• A empresa era remunerada pela frota e pela produção quilométrica;

• Não havia motivação para o empresário aumentar a demanda, pois qualquer recuperação de passageiros era diluída e compartilhada com as demais empresas via compensação da CCT.

Enfim, com este sistema de remuneração, apesar dos riscos financeiros serem praticamente eliminados, as empresas se acomodam perdem o incentivo na busca

ao passageiro, na avaliação do seu mercado e como conseqüência há uma queda de desempenho operacional.

RELEVÂNCIA

NOVO MODELO DE GESTÃO E REMUNERAÇÃO

O novo modelo, implantado em 11 de junho de 2003, foi idealizado a partir das seguintes premissas básicas:

- Flexibilização da especificação do serviço, transferindo para as empresas operadoras atribuições anteriormente exercidas pelo Órgão Gestor;

- Fixação de um teto para o déficit orçado, desde que se realizassem as metas de projeção de demanda;

- Implantação de metas de produtividade calculadas por linha, CPP – custo projetado por passageiro;

- Introdução de perdas para a empresa que não atingir a meta, perdas essas antes assumidas pela CCT;

- Possibilidade de prêmio em dinheiro para a empresa que atingir ou superar a meta.

Na parte de gestão propriamente dita, as regras de regulação passaram a ser realizadas por Conselho Deliberativo – CT/BH, formado por representantes do órgão gestor e do sindicato das empresas operadoras, com a previsão de utilização de um juiz arbitral para definição de casos onde não haja consenso. Para suporte técnico foi criado o Corpo Técnico Executivo, formado por técnicos das duas entidades mencionadas.

As subconcessionárias com este modelo de gestão ganharam autonomia na especificação do serviço podendo definir o tipo de frota, quadro de horários, itinerários e pontos de embarque e desembarque, porém observando os procedimentos e padrões estabelecidos pelo CT/BH para aprovação.

O modelo proposto para a remuneração dos serviços de transporte estabelece metas para cada linha por tipo de dia, revisadas a cada alteração sofrida, inclusive por impacto de mudanças de outras linhas. As metas consistem em projeções do custo/passageiro para cada linha do sistema, calculadas por dia/tipo, decêndio do mês, por mês e para um dado período base. O período base deve levar em conta os meses típicos e atípicos (janeiro, fevereiro e julho), o decêndio e o dia /tipo.

O cálculo do custo projetado por passageiro é dado pela fórmula:

CPP = CP/PP, onde:

CP = Custo Projetado de acordo com os dados operacionais vigentes na data de assinatura do Termo de Acordo e os preços dos insumos atualizados.

PP = Passageiro projetado com base na demanda do período de janeiro a julho de 2002, considerando-se o tipo de dia, mês e decêndio.

A remuneração às empresas será calculada a partir da comparação entre o CPP e o CPR, conforme exemplo abaixo:

 Onde:

1 - CPP = CPR: Rem. = CPP x NPR

2 - CPP > CPR: Rem. = CPP + 50% (CPP - CPR) x NPR

3 - CPP < CPR: Rem. = CPP x NPR (empresa arca com prejuízo)

4 - Caso Excepcional: Linhas recebem pelo custo realizado

Sendo:

CPP: custo por passageiro projetado.

CPR: custo por passageiro realizado.

NPR: número de passageiro realizado.

Na questão da Qualidade os indicadores de reclamações quanto a alterações de itinerário, superlotação, descumprimento de horário tiveram um desempenho melhorado, mas principalmente o transporte coletivo como um todo alcançou uma avaliação positiva em pesquisa de maio deste ano, onde 61% dos usuários aprovaram o serviço, destacando-se também, a aprovação do tratamento dispensado aos usuários pelos cobradores: 90% e pelos motoristas: 88%.

Com relação aos resultados econômicos, além da evolução positiva do número de passageiros pagantes, temos a premiação / ganhos para CCT, com um total de premiação de R$50.099.633,60 e um total economizado de cerca de R$100.000,00, atingindo uma produtividade média de 8,5% mensais, sendo 4,25% para empresas e 4,25% para a CCT.

AVALIAÇÃO

O órgão gestor ao implantar o novo modelo de gestão e remuneração buscava equilibrar financeiramente o serviço de transporte coletivo e criar mecanismos de envolvimento e responsabilidades das operadoras com o sistema, para em conjunto encontrar soluções para a perda de demanda e alternativas para aumentar a produtividade e a qualidade da prestação do serviço.

Os resultados mostram que o novo modelo está no caminho certo, houve um maior comprometimento com a captação de demanda, no combate à evasão, foi verificado um aumento da confiabilidade do serviço e a inversão da lógica de aumento de oferta por parte das empresas. Por outro lado, o órgão gestor enfrentou algumas dificuldades no processo de implantação do modelo, em virtude

da racionalização das linhas para equilibrar os custos operacionais, houve uma redução da frota e alterações significativas na rede de transporte coletivo da cidade.

Esta é a situação atual do projeto, porém, ainda há etapas a serem cumpridas através de um aditamento contratual, firmado entre o órgão gestor e as subconcessionárias, previsto para 2006, com a revisão de metas e a implementação de medidas operacionais, visando à operação consorciada.

Desenvolvido por:
NTU - Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos
© Copyright 2019 - Todos os direitos reservados. | suporte: ntumaster@ntu.org.br | Tel: 2103-9293