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Municípios Investem na Reestruturação dos Sistemas de Transporte
01/07/2005
Novas Tendências de Política Tarifária no Brasil
11/04/2005
O Futuro Elétrico
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04/04/2005 | GRUPO D - ASPECTOS ECONÔMICOS E FINANCEIROS
Sistemas Integrados de Transporte: considerações e reflexões
Por: Carlos Henrique R. Carvalho

Cerca de 40% das capitais brasileiras já apresentam sistemas completamente integrados, enquanto 30% delas não possuem nenhum tipo de integração. Já se observa um grupo de capitais que estão implementando a integração parcialmente, indicando a tendência de se integrar todo o sistema no futuro, conforme pode-se verificar em pesquisa realizada pela NTU em fev/2005.

Os projetos de integração dos sistemas de transporte público urbano no Brasil sempre tiveram o objetivo comum de melhoria da qualidade do serviço pelo aumento da acessibilidade à população, onde o acesso aos diversos equipamentos e oportunidades da cidade é democratizado; redução dos custos operacionais, principalmente pela racionalização da oferta e eliminação de viagens sobrepostas; aumento da velocidade comercial dos ônibus, devido ao aumento de eficiência de transporte pelo uso de veículos de maior capacidade, permitindo a redução da frota nos corredores e centros comerciais congestionados; etc.

Uma análise superficial das cidades que implantaram sistemas integrados no país, com raras exceções, mostra que os resultados alcançados passaram longe dos objetivos traçados no papel. Em grande parte dessas cidades o custo operacional do sistema aumentou em função do aumento da quilometragem rodada e frota, da elevação do custo de capital, devido ao uso de veículos mais caros sem infra-estrutura viária adequada, e da incorporação das despesas de manutenção e administração dos terminais no custo do sistema. Para complicar a situação, via de regra, quando se implanta um sistema integrado sem que a estrutura tarifária seja ajustada para a nova situação, a receita do sistema cai, já que o volume de passageiros pagantes diminui. Foi o que se observou em quase todas as cidades brasileiras que implementaram essa medida.

A combinação de redução de receita com aumento de custo é bem conhecida de todos: elevação da tarifa. No novo cenário do transporte urbano, em que o mercado está cada vez mais competitivo — seja pela facilidade de compra de veículos privados, pela proliferação do transporte informal nas cidades brasileiras ou até mesmo pelo aumento dos deslocamentos a pé, estimulados pelos modelos de tarifa única que penalizam os deslocamentos curtos, além dos congestionamentos dos grandes centros — aumento de tarifa significa perda de competitividade e, consequentemente, perda de mercado.

Segundo levantamento da NTU, as cidades com sistemas integrados apresentam tarifa média cerca de 12% superior das demais capitais. Mesmo considerando as limitações dessas análises comparativas, já que existem inúmeras outras variáveis atuantes, inclusive referentes à qualidade do serviço, há um forte indício de que os sistemas integrados apresentam custos superiores aos dos sistemas convencionais, consequentemente uma tarifa maior.

Diante dos problemas e impactos observados em várias cidades que implementaram a integração, fica a pergunta: os sistemas integrados de transporte são inviáveis para a realidade brasileira?

O problema não é a integração em si, e sim a forma como as cidades implantam os seus sistemas integrados. Muitas vezes implantam-se sistemas integrados sem que haja um mínimo de planejamento, não são realizadas sequer pesquisas para detectar informações elementares no processo de planejamento, como as linhas de desejo de deslocamento da população, por exemplo, e quando há um projeto bem feito, não existem recursos disponíveis para implementá-lo na sua plenitude, gerando vários problemas operacionais causados pelos improvisos realizados para compensar as restrições orçamentárias.

Geralmente, implanta-se a parte do projeto que não necessita de grandes recursos públicos — quase sempre investimentos privados ligados à alteração do perfil da frota, além do projeto operacional. Os investimentos necessários no sistema viário, com certeza a parte mais cara dos projetos de integração, que permitem efetivamente reduzir os custos do sistema pelo aumento da velocidade operacional, quase nunca são realizados. O que é pior, devido à falta de investimentos em vias segregadas e priorização do transporte coletivo, nesses projetos de integração semi-acabados, o espaço viário que se ganha com a racionalização da frota de ônibus geralmente é ocupado por veículos privados, impactando ainda mais o custo final do transporte e degradando a qualidade de vida da população.

Outro problema verificado freqüentemente são cidades de pequeno e médio porte que copiam projetos de integração pré-concebidos, projetados para solucionarem problemas de grandes centros urbanos, geralmente baseados na troncalização dos serviços, utilizando-se grandes terminais de transbordo e veículos de grande capacidade, muitas vezes pouco adequados para operarem no sistema viário local. Há casos em que até mesmo os projetos de engenharia utilizados em grandes cidades são copiados. Obviamente, nesses casos, os custos do sistema aumentam significativamente, realimentando o ciclo vicioso de perda de mercado.

Outro ponto que deve ser bastante discutido na fase de desenvolvimento de projeto é a política tarifária do novo sistema. A estrutura tarifária simplificada, usualmente adotada nos sistemas integrados, onde prevalece a política de tarifa única, se constitui na prática em uma política de gratuidade concedida a uma fatia de demanda que realiza percursos mais longos. O impacto disso é a exclusão de grande parte de usuários que desejam fazer deslocamentos curtos, ou a supressão de viagens eventuais, devido o alto custo da passagem, além do estímulo à proliferação dos transportadores clandestinos, que executam preços atrelados ao preço da tarifa do sistema formal: quanto maior a tarifa do sistema formal, maior a rentabilidade dos informais. Nesse contexto, os sistemas de bilhetagem automática podem se constituir em uma importante ferramenta de diversificação tarifária e viabilização econômica dos sistemas integrados de transporte.

A integração tem que ser vista, além de um instrumento de aumento de acessibilidade da população e melhoria da qualidade de vida urbana, como uma ferramenta importante de aumento de competitividade do sistema de transporte público e, principalmente, ganho de mercado. Dentro dessa ótica algumas premissas são fundamentais para a implantação de sistemas integrados:

· Consideração dos problemas e peculiaridades dos sistemas de cada cidade no projeto;

· Redução de custos proporcional à redução de receitas para manter o equilíbrio do sistema sem aumentos exagerados de tarifa;

· Possibilidade de diversificação de serviços

- serviço convencional

- serviços diferenciados => faixas específicas de demanda, com maior flexibilidade operacional e tarifária;

· Diversificação tarifária, objetivando ganhos de mercado e adequação do preço ao perfil de deslocamento de cada grupo;

· Infra-estrutura viária adequada. Investimentos no sistema viário para receber o novo sistema => garantia de velocidade operacional;

· Prioridade ao transporte coletivo no sistema viário;

· Definição da matriz de integração de acordo com a política traçada — linhas que podem e que não podem se integrar;

· Definição do tempo permitido para transbordo não oneroso, em caso de integração temporal, de acordo com os objetivos traçados na política de integração. Estudo minucioso sobre os impactos desse tempo em cada região da cidade;

· Definição clara das categorias beneficiadas e dos impactos na tarifa para todas as categorias de usuários;

· Preservação dos deslocamentos curtos => política tarifária adequada;

Mais recentemente, tem-se observado a possibilidade de implementação da integração via bilhetagem automática, com a utilização do fator tempo com base de transbordos. São Paulo se tornou a principal referência nesse campo. A principal vantagem dessa solução é a não necessidade de se investir grandes somas na construção e operação de terminais de tranbordos, além de distribuir melhor a demanda entre as linhas.

Sob a ótica do equilíbrio econômico-financeiro dos sistema, os impactos podem ocorrer de forma diferenciada entre os diversos sistemas, pois o balanço entre a inserção de novos usuários pela maior atratividade do sistema, a perda de receita provocada pelos usuários que pagam mais de duas tarifas atualmente e a possível racionalização da rede de transporte é que determinará a viabilidade econômica da medida.

Em um primeiro momento é previsto um impacto financeiro negativo sobre o sistema em função daquelas pessoas que passam a pagar apenas uma tarifa para efetuar o seu deslocamento. O tempo disponível para realização do transbordo deve ser calibrado adequadamente para que a perda de receita não seja exagerada. Pesquisas realizadas em algumas capitais indicam que o número de passageiros que pagam mais de 1 passagem nos sistemas convencionais (radiais e diametrais) oscila entre 15% a 25% do volume total de pagantes, o que pode trazer um impacto negativo inicial de 7% a 15% na arrecadação.

É previsto, no entanto, que com a implantação da integração uma grande parte da população que se deslocava menos ou utilizava meios alternativos – a pé, carona, transporte ilegal, etc. — contribua para o aumento da receita total do sistema.

É necessário então avaliar se o incremento de demanda reprimida compensaria a perda de arrecadação descrita anteriormente.

Além disso, a racionalização operacional com a integração entre as linhas, poderá resultar em programas de equilíbrio dos níveis de oferta do serviço, que podem provocar reduções de custos operacionais do sistema de transporte público nos centros urbanos. Apesar de que na prática essas medidas têm se mostrado de difícil viabilidade em função das pressões sociais.

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