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O Futuro Elétrico
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01/04/2007 | GRUPO B - COMPONENTES DAS REDES
A todo vapor
Por: Kathlen Ramos

O gás natural veicular (GNV) cresce exponencialmente no Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), o país já tem uma frota de mais de 1,3 milhão de veículos convertidos. De 2001 a 2006, o número de carros com kit gás cresceu 212,5%. Somente no segundo semestre do ano passado foram contabilizadas quase 62 mil novas conversões. De acordo com a Companhia de Gás de São Paulo (Comgás), o crescimento também se estende ao volume de GNV consumido ano a ano. De 2001 a 2006, a alta alcançou 378,7% só nos postos credenciados à empresa, totalizando mais de 534,8 milhões de m³ utilizados. Até dezembro do ano passado, o país contava com 1.536 postos de abastecimento para esse combustível.

 

Os motivos para tal expansão são inúmeros. Além de ser um combustível limpo, ele tem um preço atrativo para o consumidor, em comparação com o álcool e a gasolina. De acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), enquanto a gasolina e o álcool foram vendidos, em média, por R$ 2,516 e R$ 1,596 o litro em dezembro de 2006, respectivamente, a média do GNV ficou em R$ 1,256 por metro cúbico.

 

Essa diferença de preço pode ser explicada, entre outros fatores, pelo fato de o gás natural não ter custos de produção. “Os custos do gás natural se resumem, basicamente, na extração e logística. A gasolina, por exemplo, tem um preço mais alto de processamento, já que enumera a construção dos dutos de transferência di petróleo até a refinaria, custo de refino, preço da frota e o valor de manutenção”, afirma o diretor-superintendente da Associação Brasileira do Gás Natural Veicular (ABGNV), Antônio José Teixeira Mendes. Além de o custo de produção ser mais alto, o valor da gasolina depende, diretamente, do preço do petróleo.

 

Já o álcool está sujeito às oscilações da safra de cana-de-açúcar. “Na entressafra, o álcool normalmente sobe de preço, em função de maior escassez e falta de reservas adequadas. E, durante a safra, os preços caem”, diz o vice-presidente da Associação Latino Americana de GNV (ALGNV), Rosalino Fernandes. Fenômenos sazonais como esse podem até mesmo alterar o preço da gasolina, já que este combustível é vendido nos postos brasileiros misturado ao álcool.

 

Já para o abastecimento do GNV, o principal entrave no Brasil diz respeito à dependência em relação ao mercado boliviano. “Hoje, cerca de 44% do gás deriva da Bolívia”, ressalta Fernandes. Com a entrada do governo de Evo Morales e o decreto que nacionalizou os recursos naturais do país, o mercado chegou a se assustar em maio de 2006. Desde então, a situação mostrou-se mais estável, embora seja difícil descartar totalmente novos contratempos para o Brasil. De qualquer maneira, o Plano Estratégico da Petrobrás prevê que até 2011 o país será auto-suficiente na produção e distribuição de gás natural.

 

Do ponto de vista ambiental, o GNV também traz vantagens. Sua queima é mais completa que a da gasolina, do álcool ou diesel: ele emite menos poluentes e contribui menos para o aquecimento global (decorrente, dentre outros fatores, da expansão das emissões de gás carbônico). “Os veículos que utilizam o GNV emitem menos poluentes, como óxidos nitrosos, CO2 e, principalmente, monóxido de carbono, gases responsáveis pelo efeito estufa, desde que a instalação seja de qualidade”, afirma o gerente de GNV da Comgás, Richard Jardin.

 

Essas vantagens foram demonstradas em um relatório de 2005 da Companhia de Tecnologia de saneamento Ambiental (Cetesb). O estudo verificou os valores de emissão de 21 fabricantes de kits de conversão para o uso de GNV. Os veículos ano 2002/2003 a gasolina, quando convertidos, apresentaram uma redução na emissão de CO2  da ordem de 20%. Nos modelos ano 2004, a redução foi de 15%. Os carros a álcool convertidos para gás natural diminuíram em 14% a emissão de gás carbônico.

 

Cuidados no momento da conversão

 

Todos os benefícios provenientes do GNV só podem ser alcançados se a instalação do kit veicular for adequada. “Se a conversão for realizada com produtos de boa qualidade, o consumidor pode conseguir um retorno de seu investimento em até dois anos”, arrisca o engenheiro mecânico Eduardo Polatti, responsável pelo Núcleo de Motores, Combustíveis e Lubreificantes do Instituto de Pesquisas e estudos Industriais (IPEI), do Centro Universitário da FEI.

 

Para ter certeza de que a empresa responsável pela conversão presta bons serviços, os interessados devem consultar o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). “Além disso, é importante verificar as especificações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O órgão é responsável pelo Certificado Ambiental para Uso do Gás natural em Veículos Automotores, controlando a emissão de poluentes”, adverte o pesquisador da área de engenharia veicular do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Sílvio de Andrade Figueiredo.

 

Após a instalação e inspeção do kit GNV, o usuário recebe o Certificado de Segurança Veicular. Com isso, ele tem 30 dias para regularizar a documentação do veiculo, que passa a ser considerado bicombustível ou tricombustível (no caso de carros flex). Veículos com a documentação regularizada passam a ter alíquota de IPVA reduzida (25% de desconto ou alíquota final de 3%, para o caso de veículos a gasolina no Estado se São Paulo). Os carros não-regularizados ficam sujeitos a multas e apreensão.

 

Converter uim carro 1.0, ano 2007, para gás natural custa, em média, R$ 3.600, segundo dados da ABGNV. Para veículos até 2006 e após 1994, o valor é, aproximadamente, R$ 2.800; os carburados podem ser convertidos por R$ 1.800, em média.

 

A instalação do kit gás pode trazer alguns problemas. Um deles é a perda de eficiência do veículo. “Como o motor não está otimizado para um único combustível, é natural que a eficácia seja menor, já que as condições de regulagens são diferentes para cada alimentação”, diz o especialista do IPT. Além dessa mudança, que varia de veículo para veículo, há ainda uma perda de 30% a 40% no espaço do porta-malas, onde são instalados os cilindros. Se o usuário não quiser perder a capacidade de armazenagem do veículo, pode instalar na parte de baixo do automóvel.

 

"Este texto, de autoria da jornalista Kathlen Ramos, foi publicado originalmente na VidaBosch, uma revista trimestral da Robert Bosch do Brasil produzida e editada pela PrimaPagina (www.primapagina.com.br). Ele não pode ser reproduzido em qualquer outro meio sem a autorização expressa da Bosch. Mais informações sobre a revista: www.bosch.com.br/contato "    

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