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20/05/2007 | GRUPO A - ASPECTOS ESTRATÉGICOS
Prioridade para o transporte coletivo: a vez dos BRTs
Por: Ronaldo Balassiano

Os especialistas e técnicos do setor de transportes já conhecem a sigla BRT (Bus Rapid Transit). Mas o que é BRT? Trata-se de uma “nova modalidade” de transporte coletivo urbano, onde o ônibus opera com eficácia máxima. Poderíamos fazer a versão dessa sigla para “Sistema de Transporte Rápido”, “Sistema Rápido de Ônibus” ou ainda “Sistema Expresso de Ônibus”. No entanto, essas denominações não são suficientemente explícitas para que o usuário do transporte coletivo (e mesmo os que utilizam seus carros em viagens diárias) fique esclarecido sobre o que queremos caracterizar.

 

Há cerca de 40 anos (1965), Curitiba revolucionou o mundo com o desenvolvimento e implantação de um sistema de transportes por ônibus, que operava de forma planejada, integrada e em harmonia com o uso do espaço urbano. Esse sistema tinha uma lógica muito simples: dar prioridade para o transporte coletivo (ônibus) nos principais corredores de tráfego e promover sua integração tanto com sistemas de transportes de menor capacidade (sistemas alimentadores) quanto com o processo de planejamento urbano. O resultado desta “ousada proposta” mostrou ao Brasil e ao mundo a possibilidade de se implantar um sistema de transporte público de qualidade a custos não muito elevados, associado a um ambiente urbano mais humano.

 

Existem hoje em operação no mundo, cerca de 140 sistemas de transportes coletivos urbanos operados por ônibus que tiveram como modelo aquele implantado em Curitiba por Jaime Lerner e sua equipe. Nem todos são tão eficientes quanto o de Curitiba, mas todos, com suas adaptações, seguem o modelo pioneiro ali concebido. Alguns desses novos sistemas se sofisticaram. Contam com o suporte de novos dispositivos tecnológicos, novos combustíveis, novos modelos operacionais e tarifários e veículos mais modernos. O exemplo mais recente dessa sofisticação é o sistema conhecido como Transmilênio, implantado em Bogotá, Colômbia, entre 2000 e 2003. O BRT de Bogotá foi planejado por brasileiros que otimizaram o sistema que já havia sido desenvolvido em Curitiba, tornando-o ainda mais eficaz. Todas as áreas ao longo do corredor operado pelo BRT de Bogotá foram revitalizadas, transformando áreas degradadas em áreas mais nobres onde atividades de lazer e acessibilidade foram mais facilmente disponibilizadas à população.

 

Os sistemas, atualmente denominados BRT, como o de Bogotá, operam ônibus em faixas exclusivas e segregadas do restante do tráfego, têm prioridade em cruzamentos (quando esses existem), são monitorados em tempo real por dispositivos tecnológicos de rastreamento (tecnologia embarcada), além de utilizar sistemas de bilhetagem eletrônica (facilitando o controle operacional, fornecendo suporte à atividade de planejamento e evitando evasão de receita). Os pontos de parada ou terminais de integração são projetados para facilitar as operações de embarque e desembarque de passageiros (não existem degraus para dificultar o acesso ao veículo, contribuindo, sobretudo, com o embarque dos usuários com mobilidade reduzida) e os veículos têm maior capacidade de transporte. O resultado da adoção desse modelo evidenciou um conjunto de benefícios que devem ser destacados: reduz o tempo das viagens (por trafegar em faixas segregadas e exclusivas); reduz o tempo de espera dos usuários nos pontos de parada; aumenta a confiabilidade no sistema, pois o usuário sabe exatamente em quanto tempo estará disponível o próximo ônibus (através de painéis de mensagens variáveis); reduz a variabilidade do tempo total de viagem (o usuário sabe quanto tempo vai durar a viagem); proporciona mais conforto por utilizar veículos dotados de tecnologia de última geração, além de contribuir para a redução dos impactos ambientais pois operam com velocidade média mais constante (reduzido consumo de combustível e emissões atmosféricas). O sistema de Bogotá contribuiu, por exemplo, para reduzir em 90% o número de acidentes fatais no trânsito e em 40% o nível de emissão de poluentes.

 

Alguns outros aspectos relevantes podem ser destacados. Primeiro, o custo de implantação de 1 km de BRT é cerca de 10 vezes menor que o custo de implantação do mesmo km de um sistema metroviário subterrâneo (10 milhões de dólares no caso do BRT e 100 no caso do metrô). Muitos julgam que veículos leves operando sobre trilhos (VLT ou “bondes modernos”), seriam mais eficientes em operações nas áreas urbanas. Do ponto de vista tecnológico, são realmente mais sofisticados. Porém o custo total de implantação seria o dobro, se comparado ao BRT e a capacidade de transportes não seria muito maior (25.000 passageiros por hora por sentido no caso do VLT contra cerca de 20.000 no caso do BRT). Ressalte-se, porém, que o sistema de Bogotá foi projetado para atingir uma capacidade de transporte de 40.000 passageiros por hora e por sentido nos horários de pico. O segundo aspecto relevante é o tempo de implantação de um BRT que é cerca de 2/3 menor, quando comparado a um sistema metroviário e cerca da metade ao necessário para um sistema do tipo VLT ou “bondes modernos”. A questão dos custos e do tempo de implantação facilitam a formação de parcerias do tipo público privada - PPP (menor investimento inicial aliado a um menor tempo de implantação), e desta forma esses sistemas têm sido adotados ou estão em fase de implantação em todos os continentes. Cabe ainda ressaltar a possibilidade de utilização de combustíveis alternativos no sistema BRT (gás natural, biocombustíveis, entre outras opções atualmente testadas de forma experimental).

 

Os Estados Unidos, país com a maior taxa de motorização no mundo (taxa que traduz o número de veículos motorizados disponíveis para cada habitante), têm como uma das políticas prioritárias de seu Departamento Nacional de Transportes, incentivar e dar suporte integral à implantação desses sistemas. Nesse momento diversos BRTs estão em operação ou em fase de implantação em todo o país. De forma idêntica a China, um dos países emergentes que mais surpreende e cresce no mundo globalizado, detendo uma das menores taxas de motorização no mundo, vem investindo de forma significativa na implantação desses sistemas. A cidade de Pequim, que será sede dos Jogos Olímpicos em 2008, contará com uma rede de BRT, como modo de transporte público vital, operado de forma integrada ao sistema metroviário existente, facilitando o acesso aos locais onde serão realizados os eventos esportivos. Praticamente 70% da malha projetada já está em operação. Quando concluída, serão cerca de 300 km de vias operando os BRTs. Diversas outras cidades na China desenvolvem projetos do tipo BRT. Seria só coincidência a constatação de que dois países de características econômicas e sócio-culturais tão diferentes tenham como foco o BRT como principal solução de transporte público para suas cidades?

 

E o Brasil? Pioneiro na concepção do sistema BRT, parece estar hoje anos luz distante dessas potências mundiais que simplesmente adaptaram (“copiaram”) o modelo aqui desenvolvido na década de 60. E o PAN? Estamos a menos de 1 mês de sua realização e não contaremos com nada similar ao que vem sendo implantado nos EUA, na China e em outros países do mundo. É provável que no caso específico da cidade do Rio de Janeiro, os congestionamentos aumentem durante a realização do PAN, pela falta de planejamento da rede de transportes públicos para o evento. Nesse caso não há mais tempo para implantar novos sistemas.

 

A cidade do Rio de Janeiro e sua Região Metropolitana continuam se expandindo rapidamente e necessitam estruturar de forma adequada e eficaz seu sistema de transportes. Já existem projetos prontos que precisam sair das pranchetas. Operadores e investidores de maneira geral, já sinalizam com a possibilidade de financiar a implantação da infra-estrutura dos BRTs, adotando o modelo de PPP. No entanto, temos que planejar a cidade tanto para o médio quanto para o longo prazo. Precisamos agir de forma estratégica. A população clama por um sistema de transporte público capaz de oferecer maior e melhor acessibilidade e mobilidade em seus deslocamentos diários e consequentemente melhor qualidade de vida. Vamos reduzir congestionamentos, impactos ambientais e o consumo de derivados de petróleo. Vamos integrar a cidade. A hora e a vez do BRT é essa! Ou seria melhor esperar até a Copa do Mundo de 2014?

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